Posts com a Tag ‘AEC’

O Trabalhador dos Serviços e a Nova Economia

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

A AEC publica mais este artigo do Prof. Kelson que é Graduado em Administração de Empresas e Pós- Graduando em Tutoria em Educação a Distãncia e Tutor da FATEC INTERNACIONAL.

A nova dinâmica do mercado de trabalho vem resultando em grandes deslocamentos setoriais. Para se ter uma idéia, na década de 40, o setor de serviços concentrava apenas 20,5% dos empregos no país. Nos anos 90, esse número havia praticamente triplicado, passando para 59,5%.

O dinamismo desse setor na criação de empregos no Brasil se explica por três razões principais:

  • aumento de sua participação na economia;
  • o fato de que o setor funciona como um amortecedor do desemprego gerado em outros ramos de atividade. Com a demissão da mão-de-obra das indústrias, proliferam formas alternativas, informais, de gerar renda, como o pequeno comércio e vendas;
  • a crescente participação feminina na força de trabalho.

Os setores de serviços que mais tendem a crescer nos próximos anos são:

  • Telecomunicações e Informática:neste setor, a tendência é o aumento da exigência quanto à qualificação formal da mão-de-obra, perda de empregos em empresas de porte muito grande (mil empregados) e de crescimento do emprego nas categorias micro, pequena e média empresas.
  • Comércio:as três categorias do setor (comércio de veículos, motocicletas e combustíveis; atacadista e varejista) empregaram em 1998 um total de 4,5 milhões de pessoas. A expansão deste setor é fortemente ligada à atividade econômica do país.
  • Setor Financeiro:o setor apresentou recuperação em 2000 após ser fortemente atingido pela crise de 1999. Existe um grande movimento de concentração no setor associado à internacionalização do setor financeiro. O potencial de emprego é grande já que existem incentivos para a expansão do setor.
  • Turismo:é um dos campos mais promissores para a geração de empregos e crescimento econômico do país. Em sua ampla cadeia produtiva, o turismo repercute em 52 segmentos diferentes da economia e mantém cerca de cinco milhões de empregos, formais e informais. A meta para o ano 2003 é aumentar para 6,5 milhões o fluxo de turistas internacionais e para 57 milhões de turistas nacionais.

Na nova economia os sinais são promissores, mas ainda confusos. Em um cenário otimista, projeta-se um crescimento para 19,77 milhões de computadores no Brasil, com 15,38 milhões de usuários da Internet, em 2003. Em um cenário menos positivo, esses números cairiam para 12,0 e 9,3 milhões respectivamente.

Nas cadeias produtivas, a disseminação da rede tem provocado alterações tanto na forma de organização dos processos produtivos quanto na própria concepção de empresas e negócios. A expressão mais visível dessa mudança é a forte expansão das empresas virtuais, ou ponto com, no final da década de 90.

Assistimos atualmente a um processo bastante turbulento de ajuste desse novo setor, com impactos negativos sobre o emprego no curto-prazo. Mas, como assinala Malinvaud, os efeitos das novas tecnologias sobre o trabalho e a produtividade são de lenta difusão, portanto os seus impactos positivos, já fortemente sentidos nos EUA, se propagam pelo restante do globo mais lentamente. Assim, mesmo considerando as atuais turbulências, o crescimento da nova economia deverá ser mantido.

Para Castells, dois modelos distintos de “sociedade informacional” parecem estar se configurando.

O primeiro, chamado de “modelo de economia de serviços”, representado pelos EUA, GB e Canadá, é caracterizado por uma rápida eliminação do emprego industrial e pelo crescimento nos setores ligados à informação que mais se destacam são aqueles voltados à administração do capital, em detrimento dos serviços ligados à produção. Paralelamente, expande-se o setor de serviços sociais com aumento de empregos na área da assistência médica e, em menor grau, no setor educacional.

O segundo, chamado de “modelo de produção industrial”, é representado pelo Japão e, em menor grau, pela Alemanha. Neste, o emprego industrial é reduzido de forma bastante gradual e ainda se mantém em patamares bastante Os serviços relacionados à produção são mais importantes do que os serviços financeiros,o que não quer dizer que as atividades financeiras não sejam relevantes, muito pelo contrário, mas a maior parte do crescimento em serviços ocorre para empresas e serviços sociais.

As diferentes expressões destes modelos, em cada um dos países analisados, dependem do seu posicionamento face à economia global. Já a natureza da inserção de cada país nas relações globalizadas reflete as políticas governamentais adotadas e as diversas estratégias empresariais, que podem ser muito cambiantes. O mercado de trabalho, por sua vez, reflete estes movimentos, concentrando-se mais em um setor do que em Tais concentrações não são “destinos inexoráveis”, mas, sim, produtos de estratégias e escolhas que podem, dependendo do interesse dos agentes envolvidos, tomarem rumos distintos.(Prof. Kelson é Graduado em Administração de Empresas e Pós- Graduando em Tutoria em Educação a Distãncia e Tutor da FATEC INTERNACIONAL questionamentos, dúvidas e esclarecimentos escreva kelson@aec.edu.br.

 

 

MESTRADO A DISTÂNCIA PODERÁ SER RECONHECIDO PELA CAPES

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A AEC publica este artigo da Profa. Dra. Terezinha Chaves, a respeito do anuncio feito pelo Secretário de Educação a distância do MEC em evento no Rio Grande do Sul, sobre o possivel reconhecimento pelo MEC/Capes dos cursos de Mestrado a Distância. Isto representará um grande impulso nos cursos de EAD e atenderá os anseios de vários profissionais no Brasil que aguardam esta possibilidade ansiosamente.

 

Para o MEC a Educação a Distância já e possível. Este foi o anuncio publicado em 23/04/2008 pelo Secretário de EAD em abertura de evento no Rio Grande do Sul.

            O anúncio da expansão da educação a distância para cursos de mestrado foi o grande destaque da cerimônia de abertura do V ESUD (Congresso Nacional de Educação Superior a Distância), realizada na noite da última terça-feira, 22 de abril, em Gramado no Rio Grande do Sul. Durante a sessão solene, o Secretário de Educação a Distância do Ministério da Educação, Carlos Eduardo Bielschowsky, afirmou que a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) já está preparada para receber propostas de universidades para a criação de cursos de pós-graduação stricto sensu a distância.

            “A Capes irá fazer uma avaliação dos projetos encaminhados de acordo com os moldes tradicionais. Seu principal critério será manter o padrão de qualidade do ensino”, disse o secretário. Na opinião de Bielschowsky, a novidade abrirá mais uma porta para a educação a distância no país. “Esse era o elemento que faltava para a consolidação desta modalidade de ensino no Brasil. A partir de agora, a EAD passa a integrar todos os níveis de educação”, destaca.

            O secretário abriu a série de discussões sobre EAD no país ao conduzir a palestra magna “Análise da Política e Educação a Distância”. Segundo ele, no Brasil, embora a modalidade de ensino já estivesse bem consolidada no Ensino Médio por meio de programas da TV aberta com o Telecurso 2000, sua inserção no Ensino Superior era fraca, portanto, o grande desafio a ser vencido. “Foi preciso muito trabalho para convencer a desconfiada comunidade acadêmica sobre a qualidade do sistema de ensino a distância. Tarefa que cumprimos com êxito”, ressalta.

            De acordo com Bielschowsky, prova deste sucesso são os resultados obtidos por alunos de cursos de graduação a distância em exames de avaliação como o Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes). Em 2007, o Enade revelou que os estudantes de cursos a distância se saíram melhor do que alunos de cursos presenciais em 7 das 13 graduações avaliadas. Nos outros seis cursos as notas dos grupos foram semelhantes.

            O secretário ressalta que 2007 foi um ano excepcional para a modalidade no Brasil, com avanços qualitativos e quantitativos.”Dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) demonstram a permanente expansão do sistema. De 2003 a 2006, o número de cursos de graduação a distância cresceu 571%. Pela primeira vez, desde o surgimento da educação a distância no Brasil, há mais estudantes inscritos em cursos de graduação do que de especialização na modalidade”, comemora ele.

            De acordo com informações apresentadas na edição 2008 do Anuário Estatístico de Educação Aberta e a Distância da ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância) – lançado durante o seminário – hoje, há 349 cursos de graduação a distância credenciados no MEC com 435 mil alunos. Já a pós-graduação lato sensu mantém 255 cursos nessa modalidade, com 390 mil alunos inscritos.

 

            “Os índices indicam uma mudança de perfil na modalidade de ensino, tradicionalmente aceita e difundida nas especializações e nas extensões universitárias”, destaca Bielschowsky.

            Na opinião do secretário, o desafio agora passa a ser a manutenção da qualidade dos programas a distância. “Temos de promover ações para garantir a continuidade do bom nível de formação nos cursos de EAD”, alertou. Segundo ele, o governo já faz sua parte com o credenciamento, o reconhecimento e a supervisão dos cursos e das instituições de Ensino Superior. “Neste processo, porém, é preciso contar com a colaboração de toda a comunidade” diz.

Assim, diante dos quinze anos vividos em EAD, caminhamos para uma flexibilização forte de cursos, tempos, gerenciamento, interação, espaços, metodologias, avaliação, tecnologias, possibilitando a experimentar pessoalmente e institucionalmente novos modelos de cursos, de aulas, de técnicas, de pesquisa, de comunicação. Todas as universidades e organizações educacionais, em todos os níveis, precisam experimentar como integrar o presencial e o virtual, garantindo a aprendizagem significativa. É importante que os núcleos de educação a distância das universidades saiam do seu isolamento e se aproximem da oferta dos mestrados a distância.

MESTRADO A DISTÂNCIA, QUE CAMINHO SEGUIR?

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

A Associação Educacional Cearense – AEC publica este artigo da Professora Dra. Terezinha Chaves que versa sobre caminhos a seguir no Mestrado a Distância. É um breve artigo, mas que nos leva a refletir sobre o assunto. 

Caros colegas,
Muito embora possamos iniciar os mestrados profissionalizantes, informo que ao sair para o emprego em Instituições privadas ou públicas somos indagados em relação ao reconhecimento de nossos diplomas (de nossos conhecimentos???).
Os mestrados a distância existentes, no momento, são fontes de grandes conhecimentos, mas sem reconhecimento. A cultura ainda estabelecida no nosso Brasil é a medida de um diploma reconhecido por autoridade governamental. Assim, primeiro se pensa na regulamentação. Há dois caminhos a seguir:
a) mudar a cultura do nosso mercado profissional em relação ao diploma (visando, de fato, mostrar as competências e habilidades de nossos conhecimentos, ou;
b) proporcinar a regulamentação.
Aposto para o mais imediato: na regulamentação que dependerá, apenas, de alguns dos meus colegas doutores.

Prof. Dra. Terezinha Rodrigues Chaves da Costa

MESTRADO A DISTANCIA

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

A AEC publica este artigo sobre Mestrado a Distancia de autoria de sua Diretora Presidente Terezinha Rodrigues Chaves da Costa, devido a grande procura sobre o assunto nas mensagens que a AEC vem recebendo dos usuários de nosso site. É um tema de grande interesse e esperamos com esta iniciativa esclarecer muitas dúvidas de nossos alunos e colaboradores, assim como de todos os usuários da internet. 

MESTRADO A DISTÂNCIA: UM DIFERENCIAL

            A maioria dos professores que trabalham do ensino médio ao ensino superior hoje, século XXI, dezembro de 2007, ainda não dispõe de possibilidade de cursar um mestrado. O mestrado a distância oportunizará flexibilização de tempo para o estudo e desenvolvimento do conhecimento com concentração de pesquisas via internet visando qualificação e formação.

            O Ministério da Educação – MEC precisará despertar e desenvolver políticas governamentais junto a CAPES para proporcionar o desenvolvimento do mestrado a distância, pois assim, mais periódicos científicos e participação em congressos especializados serão intensificados nas suas respectivas áreas de conhecimento, além disso a formação da pós-graduação strictu sensu a distância favorecerá mais velocidade com bons parâmetros de qualidades de troca de idéias e experiências.

            Muito embora seja a distância, a formação para o mestrado continuará qualificando cientificamente profissionais a exercer funções por meio da pesquisa científica e a pesquisar soluções inovadoras e criativas para os desafios da vida profissional. Assim, teríamos praticamente bons resultados divulgados em publicações especializadas, incrementando o potencial de pesquisas.

            Para o mestrado a distância a logística será calcada num pólo central de universidades e disporá de salas de estudo e de leitura, laboratórios de informática com acesso à Internet banda larga e lounge para atividades sociais, assinaturas de diversos periódicos, acesso aos bancos de dados mais consultados do mundo, além de um contínuo processo de benchmarking internacional mantendo os alunos atualizados sobre a produção acadêmica e as estratégias de mercado, no Brasil e no mundo.

            Todas as salas de aula terão pontos de conexão à rede interna e acesso à internet. Os laboratórios de informática possuirão as mais modernas ferramentas e softwares para desenvolvimento de conhecimentos. Os alunos serão orientados por professores, assim como ocorre normalmente nos mestrados presenciais. A orientação da pesquisa se tornará mais dinâmica com uso dos meios tecnológicos.

            Na biblioteca, virtual, os alunos poderão consultar a mais completa base de dados de negócios, Business Source Elite, que fornece o texto completo de aproximadamente 1.100 títulos de periódicos, incluindo cerca de 500 publicações analisadas por especialistas. As informações serão atualizadas diariamente por um banco de dados e poderão ser acessadas da casa do aluno mediante senha e login.

            Infere-se, portanto, que a oferta de mestrado a distância possibilitará a todos (professores e alunos) a oportunidade de ampliar seus horizontes profissionais e de vivenciar a experiência de um campus de universidade com parâmetros lógicos para seu aprendizado.

            Num mercado globalizado e competitivo o mestrado terá quer ser socializado a classes menos majoritárias financeiramente, sendo esta, uma experiência que trará ao contexto profissional das classes C e D possibilidades de valorização curricular, trocas de experiências internacionais, abrindo novas perspectivas para a qualificação e desenvolvimento humano.

            Num mercado de trabalho globalizado e competitivo, no qual os desafios são cada vez maiores, uma experiência internacional para o mestrado, valorizará o currículo, abrindo novas perspectivas no exercício da docência.

            Cita-se portanto,  nessa perspectiva de implantação do mestrado a distância, algumas vantagens conforme segue: troca de experiências profissionais, ampliação do networking, acesso à biblioteca à base de dados nacionais e internacionais com muito mais publicações através de comunidade On-Line.

            A participação do mestrado ocorrerá com apresentação de documentação necessária assim como ocorre no ensino presencial. A distância o mestrado terá regimes de estudos integral e parcial. Alunos em regime integral deverão cursar três disciplinas por período. No regime parcial os alunos deverão cursar duas disciplinas. Cada disciplina corresponde a 45 horas de aulas a distância com dois encontros presenciais para apresentação de seminários. Cada disciplina tem uma aula por semana, que pode ser realizada de segunda a quinta-feira, sempre no mesmo dia, de 18h30 às 22h. Eventuais aulas presenciais e monitorias acontecerão na sexta-feira à noite ou sábado pela manhã. Desta forma, a cada período letivo o aluno tem flexibilidade para definir o seu horário de acordo com os seus interesses acadêmicos, o seu regime de estudo, a oferta de disciplinas, e a correspondente carga horária. Para obter o título de Mestre, o aluno deve ser aprovado em todas as disciplinas obrigatórias e em pelo menos quatro disciplinas eletivas. É preciso ter coeficiente de rendimento igual ou superior a 7,0 em todo o curso. A apresentação de um Projeto de Dissertação de Mestrado também é indispensável. Após sua aprovação, o aluno deverá defendê-lo em seminário, perante uma comissão julgadora composta por membros qualificados.

            E então? Por que não realizarmos os mestrados a distância?

Profa. Terezinha Rodrigues Chaves da Costa

Diretora presidente da AEC

Doutora em Educação a Distância.

QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

A Associação Educacional Cearense – AEC, com seus cursos a distância, qualificação profissional e cursos de informática publica esta matéria veiculada no Jornal Nacional da Rede Globo no dia 10/12/2007 sobre um estudo do IPEA sobre a falta de qualificação profissional de nossos estudantes e trabalhadores. Como qualificação profissional sempre foi uma preocupação da AEC este artigo é muito importante para o conhecimento de nossos usuários.

Rede Globo – Jornal Nacional, 10/12/2007
Falta de qualificação preocupa
Um estudo do Ipea, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, mostra que é necessário melhorar o nível da educação para que menos gente dependa dos programas sociais do governo. A falta de qualificação dos estudantes e dos trabalhadores no Brasil é motivo de preocupação para os economistas ligados ao governo. Um estudo do Ipea, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, mostra que é necessário melhorar o nível da educação para que menos gente dependa dos programas sociais. Lucas Mendes Júnior viveu do dinheiro do seguro-desemprego nos últimos cinco meses. Mas durante esse período não recebeu treinamento para se adequar às exigências do mercado de trabalho. Sem nada novo para oferecer, Lucas repetiu a rotina de bater em muitas portas para ouvir o que já sabia: “Emprego tem bastante, mas falta especialização”, disse ele. Segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a falta de preparo do trabalhador leva a uma alta rotatividade do mercado, o que aumentou em 14% o número de pedidos do seguro-desemprego no ano passado em comparação com 2005 e aponta: o grande desafio do governo é ir além do assistencialismo Para o Ipea, as . políticas sociais estão no caminho certo. Cita o aumento real do salário mínimo, o Bolsa-Família e a inclusão de empregados domésticos na previdência como exemplos. Mas alerta para a necessidade de o governo capacitar para o mercado de trabalho quem hoje recebe ajuda financeira. “As políticas sociais agem no entorno das condições de vida da população. Agora elas, por si só, não geram emprego”, explicou o vice-diretor do Ipea, José Celso Cardoso. O especialista em educação Cláudio Moura e Castro defende uma alternativa para melhorar o nível do trabalhador. “O ensino técnico, o ensino voltado pra uma profissão, tem muito sentido. Ele é essencial”. Aí entra uma outra preocupação do Ipea: a qualidade da educação. Quase 100% das crianças têm acesso ao ensino fundamental. O governo investe por ano em educação 4% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil. Segundo o Ipea, deveria investir 6%. Mais dinheiro para melhorar os salários dos professores e a formação dos alunos, que vão para o mercado de trabalho, cada vez mais exigente. “Ele quer uma pessoa que tenha bom senso, que tenha lógica de raciocínio, pessoa que saiba trabalhar em grupo, que saiba se comunicar, que entenda o que é comunicado a ela, que entenda o que lê”, disse o economista José Pastore.
O ministro da Educação Fernando Haddad aumentou os investimentos no ensino profissionalizante e já foi aprovado uma lei que garante melhores salários aos professores. “Um piso nacional muito acima do atual, que é o salário mínimo”. Para o Ipea, nenhuma política assistencialista vai dar resultado a longo prazo se a economia brasileira não crescer ao menos no nível registrado neste ano, gerando emprego para quem está fora do mercado de trabalho. O governo deve aproveitar o crescimento para reduzir as desigualdades regionais e o assistencialismo. O senador Aloizio Mercadante, uma das lideranças do PT no Senado, concorda. “A mais importante política de inclusão social é o emprego, é a carteira de trabalho assinada, e ela só vem se tiver crescimento econômico acelerado. Nós geramos oito milhões de empregos nestes quatro anos e só vamos ter crescimento acelerado se tiver investimento. Por isso, o governo tem que preservar o investimento dentro do orçamento da União”.