MESTRADO A DISTANCIA

2 de janeiro de 2008

A AEC publica este artigo sobre Mestrado a Distancia de autoria de sua Diretora Presidente Terezinha Rodrigues Chaves da Costa, devido a grande procura sobre o assunto nas mensagens que a AEC vem recebendo dos usuários de nosso site. É um tema de grande interesse e esperamos com esta iniciativa esclarecer muitas dúvidas de nossos alunos e colaboradores, assim como de todos os usuários da internet. 

MESTRADO A DISTÂNCIA: UM DIFERENCIAL

            A maioria dos professores que trabalham do ensino médio ao ensino superior hoje, século XXI, dezembro de 2007, ainda não dispõe de possibilidade de cursar um mestrado. O mestrado a distância oportunizará flexibilização de tempo para o estudo e desenvolvimento do conhecimento com concentração de pesquisas via internet visando qualificação e formação.

            O Ministério da Educação – MEC precisará despertar e desenvolver políticas governamentais junto a CAPES para proporcionar o desenvolvimento do mestrado a distância, pois assim, mais periódicos científicos e participação em congressos especializados serão intensificados nas suas respectivas áreas de conhecimento, além disso a formação da pós-graduação strictu sensu a distância favorecerá mais velocidade com bons parâmetros de qualidades de troca de idéias e experiências.

            Muito embora seja a distância, a formação para o mestrado continuará qualificando cientificamente profissionais a exercer funções por meio da pesquisa científica e a pesquisar soluções inovadoras e criativas para os desafios da vida profissional. Assim, teríamos praticamente bons resultados divulgados em publicações especializadas, incrementando o potencial de pesquisas.

            Para o mestrado a distância a logística será calcada num pólo central de universidades e disporá de salas de estudo e de leitura, laboratórios de informática com acesso à Internet banda larga e lounge para atividades sociais, assinaturas de diversos periódicos, acesso aos bancos de dados mais consultados do mundo, além de um contínuo processo de benchmarking internacional mantendo os alunos atualizados sobre a produção acadêmica e as estratégias de mercado, no Brasil e no mundo.

            Todas as salas de aula terão pontos de conexão à rede interna e acesso à internet. Os laboratórios de informática possuirão as mais modernas ferramentas e softwares para desenvolvimento de conhecimentos. Os alunos serão orientados por professores, assim como ocorre normalmente nos mestrados presenciais. A orientação da pesquisa se tornará mais dinâmica com uso dos meios tecnológicos.

            Na biblioteca, virtual, os alunos poderão consultar a mais completa base de dados de negócios, Business Source Elite, que fornece o texto completo de aproximadamente 1.100 títulos de periódicos, incluindo cerca de 500 publicações analisadas por especialistas. As informações serão atualizadas diariamente por um banco de dados e poderão ser acessadas da casa do aluno mediante senha e login.

            Infere-se, portanto, que a oferta de mestrado a distância possibilitará a todos (professores e alunos) a oportunidade de ampliar seus horizontes profissionais e de vivenciar a experiência de um campus de universidade com parâmetros lógicos para seu aprendizado.

            Num mercado globalizado e competitivo o mestrado terá quer ser socializado a classes menos majoritárias financeiramente, sendo esta, uma experiência que trará ao contexto profissional das classes C e D possibilidades de valorização curricular, trocas de experiências internacionais, abrindo novas perspectivas para a qualificação e desenvolvimento humano.

            Num mercado de trabalho globalizado e competitivo, no qual os desafios são cada vez maiores, uma experiência internacional para o mestrado, valorizará o currículo, abrindo novas perspectivas no exercício da docência.

            Cita-se portanto,  nessa perspectiva de implantação do mestrado a distância, algumas vantagens conforme segue: troca de experiências profissionais, ampliação do networking, acesso à biblioteca à base de dados nacionais e internacionais com muito mais publicações através de comunidade On-Line.

            A participação do mestrado ocorrerá com apresentação de documentação necessária assim como ocorre no ensino presencial. A distância o mestrado terá regimes de estudos integral e parcial. Alunos em regime integral deverão cursar três disciplinas por período. No regime parcial os alunos deverão cursar duas disciplinas. Cada disciplina corresponde a 45 horas de aulas a distância com dois encontros presenciais para apresentação de seminários. Cada disciplina tem uma aula por semana, que pode ser realizada de segunda a quinta-feira, sempre no mesmo dia, de 18h30 às 22h. Eventuais aulas presenciais e monitorias acontecerão na sexta-feira à noite ou sábado pela manhã. Desta forma, a cada período letivo o aluno tem flexibilidade para definir o seu horário de acordo com os seus interesses acadêmicos, o seu regime de estudo, a oferta de disciplinas, e a correspondente carga horária. Para obter o título de Mestre, o aluno deve ser aprovado em todas as disciplinas obrigatórias e em pelo menos quatro disciplinas eletivas. É preciso ter coeficiente de rendimento igual ou superior a 7,0 em todo o curso. A apresentação de um Projeto de Dissertação de Mestrado também é indispensável. Após sua aprovação, o aluno deverá defendê-lo em seminário, perante uma comissão julgadora composta por membros qualificados.

            E então? Por que não realizarmos os mestrados a distância?

Profa. Terezinha Rodrigues Chaves da Costa

Diretora presidente da AEC

Doutora em Educação a Distância.

QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

13 de dezembro de 2007

A Associação Educacional Cearense – AEC, com seus cursos a distância, qualificação profissional e cursos de informática publica esta matéria veiculada no Jornal Nacional da Rede Globo no dia 10/12/2007 sobre um estudo do IPEA sobre a falta de qualificação profissional de nossos estudantes e trabalhadores. Como qualificação profissional sempre foi uma preocupação da AEC este artigo é muito importante para o conhecimento de nossos usuários.

Rede Globo – Jornal Nacional, 10/12/2007
Falta de qualificação preocupa
Um estudo do Ipea, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, mostra que é necessário melhorar o nível da educação para que menos gente dependa dos programas sociais do governo. A falta de qualificação dos estudantes e dos trabalhadores no Brasil é motivo de preocupação para os economistas ligados ao governo. Um estudo do Ipea, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, mostra que é necessário melhorar o nível da educação para que menos gente dependa dos programas sociais. Lucas Mendes Júnior viveu do dinheiro do seguro-desemprego nos últimos cinco meses. Mas durante esse período não recebeu treinamento para se adequar às exigências do mercado de trabalho. Sem nada novo para oferecer, Lucas repetiu a rotina de bater em muitas portas para ouvir o que já sabia: “Emprego tem bastante, mas falta especialização”, disse ele. Segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a falta de preparo do trabalhador leva a uma alta rotatividade do mercado, o que aumentou em 14% o número de pedidos do seguro-desemprego no ano passado em comparação com 2005 e aponta: o grande desafio do governo é ir além do assistencialismo Para o Ipea, as . políticas sociais estão no caminho certo. Cita o aumento real do salário mínimo, o Bolsa-Família e a inclusão de empregados domésticos na previdência como exemplos. Mas alerta para a necessidade de o governo capacitar para o mercado de trabalho quem hoje recebe ajuda financeira. “As políticas sociais agem no entorno das condições de vida da população. Agora elas, por si só, não geram emprego”, explicou o vice-diretor do Ipea, José Celso Cardoso. O especialista em educação Cláudio Moura e Castro defende uma alternativa para melhorar o nível do trabalhador. “O ensino técnico, o ensino voltado pra uma profissão, tem muito sentido. Ele é essencial”. Aí entra uma outra preocupação do Ipea: a qualidade da educação. Quase 100% das crianças têm acesso ao ensino fundamental. O governo investe por ano em educação 4% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil. Segundo o Ipea, deveria investir 6%. Mais dinheiro para melhorar os salários dos professores e a formação dos alunos, que vão para o mercado de trabalho, cada vez mais exigente. “Ele quer uma pessoa que tenha bom senso, que tenha lógica de raciocínio, pessoa que saiba trabalhar em grupo, que saiba se comunicar, que entenda o que é comunicado a ela, que entenda o que lê”, disse o economista José Pastore.
O ministro da Educação Fernando Haddad aumentou os investimentos no ensino profissionalizante e já foi aprovado uma lei que garante melhores salários aos professores. “Um piso nacional muito acima do atual, que é o salário mínimo”. Para o Ipea, nenhuma política assistencialista vai dar resultado a longo prazo se a economia brasileira não crescer ao menos no nível registrado neste ano, gerando emprego para quem está fora do mercado de trabalho. O governo deve aproveitar o crescimento para reduzir as desigualdades regionais e o assistencialismo. O senador Aloizio Mercadante, uma das lideranças do PT no Senado, concorda. “A mais importante política de inclusão social é o emprego, é a carteira de trabalho assinada, e ela só vem se tiver crescimento econômico acelerado. Nós geramos oito milhões de empregos nestes quatro anos e só vamos ter crescimento acelerado se tiver investimento. Por isso, o governo tem que preservar o investimento dentro do orçamento da União”.

Cockpit Resource Management (CRM): Uma breve história

12 de novembro de 2007

É  com imenso prazer que a AEC publica este artigo sobre CRM. A AEC com seus cursos a distancia, de informatica e capacitação profissional, diversifica e publica este artigo sobre gerenciamento(CRM) voltado para a área de aviação, mas que se aplica a outras áreas de gerenciamento. O autor Gustavo Reis Rocha é formado pela PUC do Rio Grande do Sul em Ciencias Aeronauticas, ex- coordenador técnico do Grupo de Fatores Humanos Varig, ex- assessor do Gerente de Segurança de Vôo – GIPAR da Varig, dentre outros cursos. É ex- piloto de linhas internacionais da Varig e atualmente é piloto da TAM.

Cockpit Resource Management (CRM): Uma breve história

Dentre os vários treinamentos desenvolvidos ao longo da história da aviação um dos que mais trouxe benefícios em relação à segurança foi o CRM. O significado da sigla nós abordaremos mais adiante, por ora definiremos o CRM como um treinamento de cunho gerencial que trabalha principalmente aspectos comportamentais.

O CRM nasceu da necessidade de se reduzir ainda mais a estatística de acidentes aeronáuticos. Até a década de 70 muito se havia feito no sentido de aperfeiçoar as aeronaves e o seu conhecimento técnico, entretanto pouco se tinha trabalhando no que diz respeito ao desempenho humano quando na interação com essas máquinas e na relação interpessoal. Como resultado dessa política de treinamento tivemos nos anos 70 uma estagnação na curva de acidentes. Em 1979 durante workshop realizado pela NASA foi apresentada a conclusão de estudos nos quais detectou-se que a maioria dos acidentes aeronáuticos tinha como fatores contribuintes a falta de liderança eficaz, a deficiente comunicação, a tomada de decisão falha entre outros elementos que não eram técnicos mas sim comportamentais.

Ao treinamento criado para desenvolver habilidades interpessoais e diminuir a incidência do erro humano deu-se o nome de CRM (Cockpit Resource Management). A United Airlines iniciou então o trabalho desses pontos fracos nos seus tripulante técnicos (pilotos e engenheiros de vôo). Nascia o CRM de primeira geração.

Neste primeiro momento houve uma resistência grande ao treinamento por parte dos tripulantes pelo fato deles entenderem que o que havia era uma tentativa de manipularem suas personalidades.

A segunda geração do CRM teve como principal característica o envolvimento dos comissários no treinamento. O “C” passou a significar CREW, extrapolando o universo do cockpit. Apesar de “bolsões de resistência”, os conceitos passaram a ser mais aceitos pela comunidade aeronáutica (respeitadas as devidas diferenças culturais).

Seguindo a tendência de abranger o CRM passa a defender aspectos da cultura organizacional como elementos importantes para a manutenção da segurança de vôo .

As gerações seguintes assumiram caráter cada vez mais sistêmico e o treinamento passou a fazer parte do rol de habilidades que deveriam ser desenvolvidas nas tripulações e demais equipes durante seus treinamentos iniciais e periódicos como por exemplo os simuladores de vôo. A abordagem da falha humana como algo inerente à nossa condição ganhou força e o foco a partir da quinta geração nos voltamos para o gerenciamento do erro e não mais para a luta inglória de tentar-se evitá-lo.

Percebemos que é muito mais eficaz descobrir e tentar evitar os fatores que nos levam ao erro do que tentar em vão combater nossa natureza falível. Aprendemos também que este gerenciamento passa por saber mitigar as consequências de um erro já cometido.

Atualmente o CRM foca no gerenciamento de ameaças. Aprendemos após tanto estudo e investigação que as ameaças estão presentes no dia-a-dia das organizações (não somente na atividade aérea) e que devemos adotar uma postura pró-ativa e nos antecipar a essas condições que aumentam a complexibilidade das nossas atividades e podem nos induzir a um deslize. Descobrimos que a organização como um todo deve ser trabalhada de forma a não ser uma “auto-indutora” ao erro e, consequentemente aos acidentes e perdas. Esta conscientização deve partir dos mais altos escalões das empresas. Por todas essas mudanças de abrangência e complexidade de aplicação, o “C” do CRM migrou aos poucos para CORPORATE.

Nos dias de hoje o treinamento é muito mais aceito e aplicado, porém muito do que se apregoa ainda sucumbe às pressões comerciais e a alguns casos de anomalias gerenciais. Haverá muito que se trabalhar até o dia em que a nossa cultura passar a ser de fato mais voltada à prevenção do que à investigação, à educação do que à cobrança e punição, à aplicação embasada de treinamentos como o CRM do que ao empirismo.

Você conhece o que é educação a distância?

12 de outubro de 2007

A educação a distância, conforme o decreto nº 5.622, de 19 de dezembro de 2005, está estabelecida como sendo uma modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica (professor-aluno) nos processos de ensino e aprendizagem, ocorrem com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos. Em suma, não é tão distante como se fala. Neste caso, se estuda muito pois, há muitos conteúdos com qualidade e livros que motivam para a leitura. Significa aprender mais em tempos diversos. Ë importante que o aluno que vai cursar sua Faculdade conheça todas características do EAD, portanto aqui em Sobral dispomos de uma aula modelo para quem quer experimentar esse conhecimento a mais. Prepare-se para conhecer muito mais, agendando um horário no fone (88) 36142007 das 17:30 às 22:00h de segunda a sexta-feira. O desafio de educar-se a distância é grande, por isso o Ministério da Educação estabelece referenciais de qualidade de Educação a Distância (EAD) para a autorização de cursos de graduação a distância. Assim, seguindo os parâmetros exigidos pelo MEC temos o objetivo de orientar alunos, professores, técnicos e gestores de instituições de ensino superior para que possam usufruir dessa forma de educação de qualidade, possibilitando ganhos positivos para os processos educacionais. A meta principal será estabelecer práticas de qualidade nos projetos e processos de educação superior e garantir continuamente melhorias na criação, aperfeiçoamento, divulgação de conhecimentos culturais, científicos, tecnológicos e profissionais, contribuindo para superar os problemas regionais e para o desenvolvimento sustentável dos seres humanos, sem exclusões, nas comunidades e ambientes em que vivem, possibilitando ser um diferencial para o mercado de trabalho.

Autora: Profa. Dra. Terezinha Rodrigues Chaves da Costa

Educadora.

Por que educação a distância?

12 de outubro de 2007

O Ensino a Distância, EAD, vem trazer benefícios para quem quer desenvolver sua capacidade de autoaprendizagem.  Assim, o aluno faz seu próprio planejamento pessoal. Reitera-se, que através de Educação a Distância não há necessidade o aluno estar no mesmo ambiente físico que o professor e os demais alunos, ou fazer as aulas no mesmo horário. O aluno não precisa necessariamente sacrificar horário de trabalho ou da família. Ninguém perde aulas. O aluno poderá rever ou refazer as aulas quantas vezes quiser. Assim, se configura maior tempo de estudo. O professor em seu conteúdo e didática também, poderá ter maior qualidade de apresentação e síntese, pois poderá rever seus conteúdos tantas vezes quanto precisa para ser melhorado, inclusive colaborativamente, incorporando a inteligência de ensino de vários autores e também, em várias versões, os feedbacks dos alunos.

Um aspecto a ser considerado para EAD é a disciplina do aluno: pode-se argumentar que no ensino presencial os alunos tendem a estar mais comprometidos, há pessoas que inclusive preferem o presencial para terem mais disciplina. Talvez, a pergunta mais essencial aqui seja: se uma pessoa está fazendo um estudo sem motivação suficiente para fazê-lo, por que o faz?

Precisamos motivar nossos alunos a leitura, ao conhecimento a busca de melhorias de vida, evitando a não-percepção de progresso e do desenvolvimento.

Acesse http://aec.edu.br e tire suas dúvidas.

Educação a Distância e material didático: uma necessidade de leitura

12 de outubro de 2007

O surgimento de novas tecnologias como meio para o exercício da didática vem possibilitar uma melhor comunicação entre aluno e professor.  O saber ler no mundo de hoje é complexo. Atualmente, muitos leitores estão sendo desafiados por um novo tipo de leitura proporcionado pela navegação em hipertextos, no qual as informações são apresentadas por meio de uma rede de internet com links, que podem ser livremente acessados. Esta problemática nos levou a investigar o processo de leitura apoiado em suporte virtual realizado por alunos e professores em alguns cursos a distância, com vista a determinar suas dificuldades, vantagens e desvantagens. A pesquisa evidenciou que esses alunos e professores dos cursos estavam inseguros na navegação hipertextual, pois, constatamos a predominância da leitura linear. Para eles, os links foram vistos como obstáculo à leitura. A grande maioria dos respondentes registrou sua dificuldade de organizar as idéias e quase todos sentiram necessidade de imprimir os textos, destacando assim, a importância que o material impresso ainda apresenta nas situações de aprendizagem. Embora, os respondentes da pesquisa tivessem dificuldades com o hipertexto, ficou configurado que esta modalidade de leitura é muito prazerosa e rica em informações, permitindo aliar som, imagem e escrita. A grande desvantagem apresentada refere-se ao fato de que esta é demorada, exigindo novas habilidades leitoras. Convido aos leitores a passarem por uma experiência na Internet: navegar em links nos assuntos de sua formação e procurarem serem motivados para ler, pois afinal de contas a leitura é uma grande fonte de aprendizado.

Quer conhecer EAD? Envie sua pergunta.

Profa. Dra. Terezinha Rodrigues Chaves da Costa

Educadora.

A influência das Tecnologias Educativas na formação de pessoas

12 de outubro de 2007

Traçar um perfil profissional é sempre um desafio, especialmente quando se procura delinear uma atuação no futuro, quando o exercício profissional ainda não ocorreu. Mais fácil é descrever o perfil daqueles que foram nossos professores, pois vivemos no cotidiano escolar a forte presença dos saudosos mestres.

Para uma visão conservadora, o perfil profissional a ser formado é aquele que corresponda aos traços observados naqueles que nos ensinaram. Arriscaria afirmar que o professor formado sob essa ótica é a soma de profundos conhecimentos sobre os diversos momentos do processo de ensino.

Mas, o que há de novo? A Ciência tem evoluído com maior velocidade e as teorias nascem em intervalos menores de tempo. De Comenius a Herbart a teoria esperou por quatrocentos anos para uma mudança paradigmática. Entretanto, do início do Século XX até os dias atuais as mudanças teóricas ocorreram de forma muito veloz. Comportamentalistas, Cognitivistas e Humanistas apresentaram novas formas de ensinar e buscaram explicar, cada um a seu modo, como se dá a aprendizagem.

Ao mesmo tempo em que teóricos anunciavam suas descobertas no campo educativo, a sociedade tem-se aproximado do que McLuhan chamou de “aldeia global”, rompendo o isolamento provocado pela distância entre povos e comunidades, usando para isso meios de comunicações de massa, que informam e entretêm pessoas em tempo real.

Nesse cenário, ao professor de qualquer nível de ensino é exigido possuir novas competências, a tornar-se um profissional de ofício, além de ser um sacerdote do magistério. A Escola não pode mais estar alheia a modernidade, aos avanços tecnológicos. Exigem-se novas posturas e atitudes do profissional do ensino. Não basta somente o saber erudito. Não basta mais o conhecimento de algumas teorias de ensino. Não basta ser um repositório de conhecimentos sistematizados. O foco deslocou-se do conteúdo acumulado pelo professor para a aprendizagem do aluno. Isto é, o centro das teorias educativas deslocou-se do binômio conteúdo-professor para o aluno, que aprende e aprende a aprender. Ao professor cabe um papel coadjuvante, facilitando a aprendizagem, sem necessariamente exercer o papel daquele que ensina.

Assim, o professor mediatiza o processo entre aprendiz e o conhecimento sistematizado.

É inegável o valor das tecnologias educativas como instrumento a serviço da Educação. A fotocopiadora, o vídeocassete, a televisão, o rádio, o projetor de slides, o retroprojetor eo satélite são exemplos de tecnologias educativas de uso corrente nas salas de aulas. Isso é Educação a Distância ou ensino semipresencial.

A essas tecnologias juntou-se o computador, o projetor multimídia e as tecnologias da informática que aumentam o potencial do professor na prática pedagógica, mas não o substitui.

Uma palestra, conferência ou apresentação de um tema qualquer podem ser realizadas com o projetor de multimídia conectado a um computador com o software apropriado. O emprego da multimídia numa situação dessas, aumenta a atenção do público, motiva pela novidade, cores, sons e imagens integradas. Enriquece o conteúdo a ser apresentado, valorizando o palestrante, conferencista ou apresentador.

Assim, a Educação a distância vem ser um diferencial para quem quer aprender e desenvolver sua autonomia. Não é difícil, mas melhor de entender. Compare: um vulcão em erupção pode ser apresentado ao vivo, em tempo-real, aos alunos da disciplina sem que seja necessário deslocar-se até a região onde o fato está ocorrendo, a um simples clicar do mouse.

Pode-se, também, com as tecnologias da informática elaborar uma aula, armazená-la num local distante e a qualquer tempo, de qualquer lugar com acesso à Internet, os aprendizes interagirem com o material disponível e aprenderem. Realizando novas formas de comunicação e interação, pode-se constituir grupos de estudos entre alunos remotos, conversar com o professor-produtor da aula, esclarecer dúvidas com tutores(professores orientadores), orientadores ou monitores. Enfim, levar o ambiente de aprendizagem para o aluno desenvolvê-lo com autonomia.

O professor recém-egresso da licenciatura deve ter em seu perfil profissional as competências necessárias ao emprego sistemático e eficaz das tecnologias educativas, mesmo que a escola onde trabalhará no início da carreira não possua tais facilidades tecnológicas. O futuro ainda não chegou, está sendo construído agora, no presente. Logo, temos que estar preparados para viver nesse novo cenário educacional, e mesmo, nos futuros cenários que nenhuma idéia temos sobre eles, pois ainda estão por vir. Não podemos formar profissionais para a escola do Século XXI, descontextualizados da realidade que os esperam.

O bom senso indica que é urgente planejar ações visando erradicar o “analfabetismo tecnológico” entre os professores. Por outro lado, existe uma significativa massa de profissionais que superaram a barreira do analfabetismo digital e necessitam de obter fluência tecnológica para operarem com tecnologia digital e suas redes. O estabelecimento do equilíbrio entre os dois extremos é tarefa para os formadores de professores. A ação tem um locus ideal para ocorrer: nas Instituições de Ensino Superiores.

Autora: Profa. Dra. Terezinha Rodrigues Chaves da Costa

Educadora.