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Mestrado profisional se iguala ao acadêmico – eis um avanço para socializar nosso conhecimento

quarta-feira, 10 de março de 2010
Publicada nova portaria que dispõe sobre o mestrado profissional PDF Imprimir E-mail
Publicada por Assessoria de Imprensa da Capes
Quarta, 30 de Dezembro de 2009 09:22
O Ministério da Educação publicou nesta terça-feira, 29, no Diário Oficial da União a Portaria Normativa nº 17 que dispõe sobre o mestrado profissional no âmbito da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A nova normatização substitui a anterior – Portaria Normativa nº 7 – publicada em junho deste ano.

A nova redação traz apenas pequenas diferenças em relação à anterior. Entre elas está a retirada de um dos incisos do Artigo 7º. O texto retirado, até então o inciso II, dizia que a proposta de mestrado profissional deveria, necessariamente e obrigatoriamente, “ser compatível com um tempo de titulação mínimo de um ano e máximo de dois anos”.

Segundo o diretor de Avaliação da Capes, Lívio Amaral, tanto no mestrado acadêmico, como no profissional o desejável é que o aluno realize o seu mestrado em até 24 meses. “Como estava escrito na redação da portaria de junho, permitia-se uma interpretação equivocada, ou seja, que a partir de agora teríamos uma guilhotina – que um dia mais além de 24 meses tudo acabaria, o que, evidentemente, não deve ocorrer.”

Outra mudança foi com relação à retirada, no Artigo 2º, da seguinte frase: “e outorga ao seu detentor os mesmos direitos concedidos aos portadores da titulação nos cursos de mestrado acadêmico.”

Amaral explicou que a regulamentação que estabelece os preceitos para um doutorado e um mestrado está prevista no Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG). Como os mestrados, seja na modalidade acadêmica seja na profissional, atendem os mesmos preceitos, os títulos de ambos são iguais e, consequentemente, os direitos também.

O diretor de Avaliação aponta o fato de já existirem mais de 10 mil mestres profissionais titulados nos últimos anos no país e que são “iguais aos mestres acadêmicos”. Portanto, segundo Amaral, isto não precisava estar na portaria de junho, pois os mesmos direitos já existiam. “O texto da portaria anterior possibilitou a interpretação que essa igualdade não existia e seria válida somente após junho de 2009.”

Por último, o diretor enfatiza que o principal objetivo do mestrado profissional era e continua sendo formar recursos humanos neste nível para atuar em setores não acadêmicos. Isto significa capacitar profissionais qualificados para o exercício da prática profissional avançada e transformadora de procedimentos. Assim como, transferir mais diretamente conhecimento para a sociedade, atendendo demandas específicas e de arranjos produtivos para o desenvolvimento nacional, regional ou local. Além de contribuir para agregar competitividade e aumentar a produtividade em empresas, organizações públicas e privadas.

ENSINO A DISTÂNCIA(EAD)- 10 DICAS PARA OBTER SUCESSO

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

A Associação Educacional Cearense – AEC publica este artigo originalmente publicado no site http://www.topuniversities.com/ por Marie Field  e traduzido por Renato Vieira que o publicou no informativo CM News. Trata-se das vantagens de se estudar a distância. Desfrutem pois é bastante interesante.

10 principais dicas para se obter um ensino a distância de sucesso
Fonte: http://www.topuniversities.com/

15/02/2008 08:58h – As vantagens do ensino a distância são muito evidentes. Existem diversas razões pelas quais você possivelmente não queira ou simplesmente não tenha condições de sair de seu país, cidade, ou lar. O ensino a distância é mais acessível, do ponto de vista financeiro, do que freqüentar uma universidade tradicional de ponta, uma vez que você não terá as preocupações com gastos tais como, viagens, moradia, etc. E desde que você mantenha seu foco, sua motivação, e mantenha os estudos como prioridade, você poderá efetuar todo o trabalho necessário, de uma maneira satisfatória, no conforto de seu próprio lar.
Estudos revelaram que a taxa de evasão do ensino a distância é aproximadamente 15% mais alta do que a taxa de evasão associada ao ensino nas universidades tradicionais, por isso, a QS Top Universities elaborou algumas dicas para garantir que você obtenha sucesso na escolha de seu curso de ensino a distância.

Procure saber sobre os materiais utilizados no curso com antecipação e prepare-se:
Esteja você fazendo uma única aula via ensino à distância ou completando seu curso de bacharelado online, você deveria estar preparado antecipadamente para utilizar seus materiais. Obviamente, você terá que acessar um computador com certa regularidade. Familiarize-se com os programas eletrônicos utilizados dentro do curso e adquira os livros relacionados em sua primeira lista de leitura.

Certifique-se de que o acesso à internet esteja adequado:
Nada é pior do que passar o primeiro ano de seu curso online tentando obter uma conexão via internet satisfatória. Caso seu provedor não lhe forneça o suporte necessário, procure um provedor melhor antes do início do curso.

Desenvolva uma agenda de estudos e faça dela uma rotina:
Você saberá, ao olhar a carga de seu curso, se ele será de 4 ou de 35 horas semanais. Mantenha-se firme em sua rotina de estudos para manter-se sempre no mesmo ritmo, cumprindo os prazos, e finalmente obtendo o sucesso.

Crie um ambiente de trabalho:
Acredite se quiser, mas o ambiente a sua volta exerce influência fundamental em seu aprendizado. Crie para si mesmo um ambiente livre de ruídos externos, que seja confortável e com luz adequada. Torne esse ambiente seu espaço de aprendizado e nada além disso.

Defina suas metas:
Defina metas e lute para alcançá-las. Seu primeiro objetivo pode ser simplesmente organizar sua carga de trabalho e isso já é um excelente início quando você começa a estudar para seu programa de graduação. Mas continue definindo metas cada vez maiores para si mesmo, ao passo que você avança, como por exemplo: fazer bacharelado!

Não espere até o último minuto:
Assim como em qualquer outro curso, é mais do que sábio não postergar a elaboração de seus deveres de casa. No ensino a distância, você precisa manter em mente que você esta dependendo totalmente na tecnologia para enviar os seus trabalhos. Não espere até o último minuto para finalizar e enviar um projeto, pois nunca se sabe o que a “tecnologia-passível-de-colapsos” pode lhe reservar.

Mantenha contato com seu instrutor regularmente:
Esteja em constante conexão com seu instrutor e questione-o/a ela com relação às possíveis dúvidas que lhe possam surgir. É aconselhável também, que você compartilhe sua progressão com outras pessoas.

Faça provas simuladas:
A prática leva a perfeição. Marque o tempo que você leva nos exames simulados, só assim você poderá ter a noção exata do tempo que você levará para efetuar as provas válidas.

Crie ou junte-se a um grupo de estudos:
Duas cabeças pensam melhor do que uma. Muitos cursos de ensino a distância online podem juntá-lo ao outros alunos. Se não for o caso do seu curso, entre em contato com seu instrutor e peça a ele/ela que o inclua em algum grupo de estudos com outros alunos. Assim, seu grupo poderá se encontrar no mundo real, pela internet ou por telefone. Um grupo de estudos pode mantê-lo com a motivação alta. Mas é claro, isso não se compara a escolher organicamente seus colegas de estudos, assim como é feito nas universidades tradicionais, mas isso ainda pode valer a pena, tanto no âmbito acadêmico quanto social.

Recompense a si próprio:
Você nunca é velho demais para uma recompensa. Prometa a si mesmo que se você alcançar suas metas de aprendizado dentro do tempo que você determinou, você se presenteará com aquela blusa que você queria ou com um ingresso para essa ou aquela apresentação. A motivação geralmente surge mais facilmente quando você visualiza uma compensação futura. Em longo termo, sua compensação será a graduação de seu curso, mas em curto termo, essas auto-recompensas são muito estimulantes. Ter algo a se esperar, irá muito provavelmente, mantê-lo dedicado.

Marie Field

Traduzido por Renato Vieira

MESTRADO A DISTÂNCIA, QUE CAMINHO SEGUIR?

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

A Associação Educacional Cearense – AEC publica este artigo da Professora Dra. Terezinha Chaves que versa sobre caminhos a seguir no Mestrado a Distância. É um breve artigo, mas que nos leva a refletir sobre o assunto. 

Caros colegas,
Muito embora possamos iniciar os mestrados profissionalizantes, informo que ao sair para o emprego em Instituições privadas ou públicas somos indagados em relação ao reconhecimento de nossos diplomas (de nossos conhecimentos???).
Os mestrados a distância existentes, no momento, são fontes de grandes conhecimentos, mas sem reconhecimento. A cultura ainda estabelecida no nosso Brasil é a medida de um diploma reconhecido por autoridade governamental. Assim, primeiro se pensa na regulamentação. Há dois caminhos a seguir:
a) mudar a cultura do nosso mercado profissional em relação ao diploma (visando, de fato, mostrar as competências e habilidades de nossos conhecimentos, ou;
b) proporcinar a regulamentação.
Aposto para o mais imediato: na regulamentação que dependerá, apenas, de alguns dos meus colegas doutores.

Prof. Dra. Terezinha Rodrigues Chaves da Costa

Por que educação a distância?

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

O Ensino a Distância, EAD, vem trazer benefícios para quem quer desenvolver sua capacidade de autoaprendizagem.  Assim, o aluno faz seu próprio planejamento pessoal. Reitera-se, que através de Educação a Distância não há necessidade o aluno estar no mesmo ambiente físico que o professor e os demais alunos, ou fazer as aulas no mesmo horário. O aluno não precisa necessariamente sacrificar horário de trabalho ou da família. Ninguém perde aulas. O aluno poderá rever ou refazer as aulas quantas vezes quiser. Assim, se configura maior tempo de estudo. O professor em seu conteúdo e didática também, poderá ter maior qualidade de apresentação e síntese, pois poderá rever seus conteúdos tantas vezes quanto precisa para ser melhorado, inclusive colaborativamente, incorporando a inteligência de ensino de vários autores e também, em várias versões, os feedbacks dos alunos.

Um aspecto a ser considerado para EAD é a disciplina do aluno: pode-se argumentar que no ensino presencial os alunos tendem a estar mais comprometidos, há pessoas que inclusive preferem o presencial para terem mais disciplina. Talvez, a pergunta mais essencial aqui seja: se uma pessoa está fazendo um estudo sem motivação suficiente para fazê-lo, por que o faz?

Precisamos motivar nossos alunos a leitura, ao conhecimento a busca de melhorias de vida, evitando a não-percepção de progresso e do desenvolvimento.

Acesse http://aec.edu.br e tire suas dúvidas.

Educação a Distância e material didático: uma necessidade de leitura

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

O surgimento de novas tecnologias como meio para o exercício da didática vem possibilitar uma melhor comunicação entre aluno e professor.  O saber ler no mundo de hoje é complexo. Atualmente, muitos leitores estão sendo desafiados por um novo tipo de leitura proporcionado pela navegação em hipertextos, no qual as informações são apresentadas por meio de uma rede de internet com links, que podem ser livremente acessados. Esta problemática nos levou a investigar o processo de leitura apoiado em suporte virtual realizado por alunos e professores em alguns cursos a distância, com vista a determinar suas dificuldades, vantagens e desvantagens. A pesquisa evidenciou que esses alunos e professores dos cursos estavam inseguros na navegação hipertextual, pois, constatamos a predominância da leitura linear. Para eles, os links foram vistos como obstáculo à leitura. A grande maioria dos respondentes registrou sua dificuldade de organizar as idéias e quase todos sentiram necessidade de imprimir os textos, destacando assim, a importância que o material impresso ainda apresenta nas situações de aprendizagem. Embora, os respondentes da pesquisa tivessem dificuldades com o hipertexto, ficou configurado que esta modalidade de leitura é muito prazerosa e rica em informações, permitindo aliar som, imagem e escrita. A grande desvantagem apresentada refere-se ao fato de que esta é demorada, exigindo novas habilidades leitoras. Convido aos leitores a passarem por uma experiência na Internet: navegar em links nos assuntos de sua formação e procurarem serem motivados para ler, pois afinal de contas a leitura é uma grande fonte de aprendizado.

Quer conhecer EAD? Envie sua pergunta.

Profa. Dra. Terezinha Rodrigues Chaves da Costa

Educadora.

A influência das Tecnologias Educativas na formação de pessoas

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Traçar um perfil profissional é sempre um desafio, especialmente quando se procura delinear uma atuação no futuro, quando o exercício profissional ainda não ocorreu. Mais fácil é descrever o perfil daqueles que foram nossos professores, pois vivemos no cotidiano escolar a forte presença dos saudosos mestres.

Para uma visão conservadora, o perfil profissional a ser formado é aquele que corresponda aos traços observados naqueles que nos ensinaram. Arriscaria afirmar que o professor formado sob essa ótica é a soma de profundos conhecimentos sobre os diversos momentos do processo de ensino.

Mas, o que há de novo? A Ciência tem evoluído com maior velocidade e as teorias nascem em intervalos menores de tempo. De Comenius a Herbart a teoria esperou por quatrocentos anos para uma mudança paradigmática. Entretanto, do início do Século XX até os dias atuais as mudanças teóricas ocorreram de forma muito veloz. Comportamentalistas, Cognitivistas e Humanistas apresentaram novas formas de ensinar e buscaram explicar, cada um a seu modo, como se dá a aprendizagem.

Ao mesmo tempo em que teóricos anunciavam suas descobertas no campo educativo, a sociedade tem-se aproximado do que McLuhan chamou de “aldeia global”, rompendo o isolamento provocado pela distância entre povos e comunidades, usando para isso meios de comunicações de massa, que informam e entretêm pessoas em tempo real.

Nesse cenário, ao professor de qualquer nível de ensino é exigido possuir novas competências, a tornar-se um profissional de ofício, além de ser um sacerdote do magistério. A Escola não pode mais estar alheia a modernidade, aos avanços tecnológicos. Exigem-se novas posturas e atitudes do profissional do ensino. Não basta somente o saber erudito. Não basta mais o conhecimento de algumas teorias de ensino. Não basta ser um repositório de conhecimentos sistematizados. O foco deslocou-se do conteúdo acumulado pelo professor para a aprendizagem do aluno. Isto é, o centro das teorias educativas deslocou-se do binômio conteúdo-professor para o aluno, que aprende e aprende a aprender. Ao professor cabe um papel coadjuvante, facilitando a aprendizagem, sem necessariamente exercer o papel daquele que ensina.

Assim, o professor mediatiza o processo entre aprendiz e o conhecimento sistematizado.

É inegável o valor das tecnologias educativas como instrumento a serviço da Educação. A fotocopiadora, o vídeocassete, a televisão, o rádio, o projetor de slides, o retroprojetor eo satélite são exemplos de tecnologias educativas de uso corrente nas salas de aulas. Isso é Educação a Distância ou ensino semipresencial.

A essas tecnologias juntou-se o computador, o projetor multimídia e as tecnologias da informática que aumentam o potencial do professor na prática pedagógica, mas não o substitui.

Uma palestra, conferência ou apresentação de um tema qualquer podem ser realizadas com o projetor de multimídia conectado a um computador com o software apropriado. O emprego da multimídia numa situação dessas, aumenta a atenção do público, motiva pela novidade, cores, sons e imagens integradas. Enriquece o conteúdo a ser apresentado, valorizando o palestrante, conferencista ou apresentador.

Assim, a Educação a distância vem ser um diferencial para quem quer aprender e desenvolver sua autonomia. Não é difícil, mas melhor de entender. Compare: um vulcão em erupção pode ser apresentado ao vivo, em tempo-real, aos alunos da disciplina sem que seja necessário deslocar-se até a região onde o fato está ocorrendo, a um simples clicar do mouse.

Pode-se, também, com as tecnologias da informática elaborar uma aula, armazená-la num local distante e a qualquer tempo, de qualquer lugar com acesso à Internet, os aprendizes interagirem com o material disponível e aprenderem. Realizando novas formas de comunicação e interação, pode-se constituir grupos de estudos entre alunos remotos, conversar com o professor-produtor da aula, esclarecer dúvidas com tutores(professores orientadores), orientadores ou monitores. Enfim, levar o ambiente de aprendizagem para o aluno desenvolvê-lo com autonomia.

O professor recém-egresso da licenciatura deve ter em seu perfil profissional as competências necessárias ao emprego sistemático e eficaz das tecnologias educativas, mesmo que a escola onde trabalhará no início da carreira não possua tais facilidades tecnológicas. O futuro ainda não chegou, está sendo construído agora, no presente. Logo, temos que estar preparados para viver nesse novo cenário educacional, e mesmo, nos futuros cenários que nenhuma idéia temos sobre eles, pois ainda estão por vir. Não podemos formar profissionais para a escola do Século XXI, descontextualizados da realidade que os esperam.

O bom senso indica que é urgente planejar ações visando erradicar o “analfabetismo tecnológico” entre os professores. Por outro lado, existe uma significativa massa de profissionais que superaram a barreira do analfabetismo digital e necessitam de obter fluência tecnológica para operarem com tecnologia digital e suas redes. O estabelecimento do equilíbrio entre os dois extremos é tarefa para os formadores de professores. A ação tem um locus ideal para ocorrer: nas Instituições de Ensino Superiores.

Autora: Profa. Dra. Terezinha Rodrigues Chaves da Costa

Educadora.